
Rev. Marcos Kopeska
Alguns dados sobre nosso cristianismo são alarmantes no que diz respeito à vida devocional. Levantou-se em estatísticas da AEVB que o crente brasileiro fala muito sobre a oração, mas ora pouco.
A média é de pouco menos de 5 minutos investidos por dia em oração. Precisamos, com urgência retornar às nossas fontes de refrigério e comunhão com os céus. Charles Spurgeon afirmou: "Sempre que Deus deseja realizar algo, Ele convoca seu povo para orar".
Max Lucado, autor de vários livros, explica isso da seguinte maneira no livro Parceiros de Oração: "Quando agimos, colhemos os frutos do nosso trabalho, mas quando oramos, colhemos os frutos do trabalho de Deus".
Nesta semana que se passou estivemos reunidos aos finais de tarde intercedendo pela saúde do Rev. Cláudio Correia, mas observei que a oração não é somente um desafio de fé, mas também um tempo de união e comunhão. Não é somente um exercício de intercessão, mas um tempo de concerto e renovação espiritual. Alguém já fez a seguinte afirmação: "Quando o homem trabalha, o homem trabalha; mas quando o homem ora, Deus trabalha". Li num artigo as seguintes conclusões que, com muita propriedade definem nossa postura para com a oração: "Em Atos 2, os crentes oraram 10 dias; a seguir, Pedro pregou 10 minutos e 3 mil pessoas foram salvas. Hoje, as igrejas oram 10 minutos, pregam 10 dias, e três pessoas são salvas".
Tenho lido acerca de igrejas que não somente crescem numericamente, mas crescem espiritualmente e a tônica sempre é a intensa busca em oração comunitária. O grande pregador Moody disse o seguinte acerca da oração: "Ela é a porta pela qual Deus opera a sua vontade soberana em nossas vidas.
A vida sem oração é inconcebível: Felicidade ou vitória, sem darmos graças. Esforços diários coroados de êxito, sem Deus partilhar. Problemas difíceis, sem Deus para aconselhar. Impotência e fraqueza, sem pedir auxílio a Deus. Desgostos, sem recorremos a Deus para consolação. Aflições, sem o socorro divino. Há muita solidão e tristeza numa vida sem oração. Oração não é um argumento bem idealizado; não é uma imposição; não é um meio de persuasão; não deve ser um rol de pedidos para benefício pessoal.
Oração é trabalho e é poder. A oração: É uma solene correspondência entre nós e Deus. Leva à mais íntima comunhão e convivência com Deus. É a nossa respiração espiritual vitalizante. É uma transação entre nós e Deus. É um refúgio para o fraco; e um reforço para o forte. É a chave para a direção divina. É o fator mais importante para moldar o carácter em conformidade com o propósito divino. É um mandamento. É o maior privilégio que nós possuímos. É a expressão de necessidades e gratidão.” Moody também dizia que “não há registros de Jesus ter ensinado os seus discípulos a pregar, mas ensinou-os a orar.” A semana que findou nos apontou uma necessidade urgente: precisamos retornar à fonte da oração.
O Rev. Marcos faz parte da equipe pastoral da 1ª IPI de Marília, SP










